Assim não dá, que crise! Crise a rodos e para todos. Em 2003 queixava-me da miséria medieval da cena fanzinista. 2004 pareceu-me pior que nunca. Parece que tudo correu mal. Então vejamos:
_o Zundap acabou mesmo e de forma
hilariante – até teve direito a notícia sobre o lançamento no Mil Folhas;
_o site bizarro.cc também foi à
vida;
_o #4 do Satélite Internacional
ainda não saiu – aliás, não saiu nenhum número em 2004 e perdeu o seu site;
_a participação de Isabel
Carvalho na antologia norte-americana Scheherazade: comics about love,
treachery, mothers, and monsters (Soft Skull) correu mal graças a impressão
defeituosa;
_não houve novos números da Lx
Comics e não foi por falta de orçamento da Bedeteca mas por falta de
propostas!;
_quase não houve nenhuma
continuação dos títulos do(s) ano(s) anterior(es) à excepção do Terminal e do
Durty Kat mas em versão online: durtykat.tk;
_as editoras independentes
(Associação Chili Com
Coisinhas boas, poucas:
_Miguel
_o mesmo Miguel
_novo fanzine em papel e online Aqui no canto (2 números) de
_das Caldas da Rainha mais zines: Vírus demente, O hábito faz o monstro e mais algum que me deve ter falhado…
_
_muitas feiras de fanzines na
maior parte organizadas pela Associação Chili Com
_o João Bragança editou o segundo
número do Pecarritchitchi, o fanzine enfezado (o fanzine mais pequeno do
mundo?) e lançou-se online: succedaneo.com;
_a bd O coleccionador de
borboletas de José Lopes que é suplemento ao DVD, Doczine #1 - um
documentário amador sobre zines e bd que infelizmente é completamente
desinteressante sob vários e quase todos os pontos de vista;
_as duas únicas edições “indies”
deste ano: o segundo número da CriCaClássica Ilustrada (o Mesinha de Cabeceira
disfarçado!) pela Associação Chili com
Para acabar, resta a notícia que
alguns alunos da António Arroios lançaram o zine Gatafunho sob a
protecção do Prof. José Feitor (do Zundap), e se podemos encontrar novos
talentos nas suas páginas , curiosamente é assim que se percebe que zines em
papel são artigos pré-históricos para as novas gerações. Afinal sempre é mais
fácil (tempo & dinheiro) fazer uma página web como acontece com a