Foi o ano de ruptura total das características verificadas noutros anos: os fanzines com periodicidade perderam-na (excepto o novo Espiral), relações com a Multimédia não foram mais exploradas e não houve quase nenhuma internacionalização (com a excepção da grande participação no zine suíço Milk & Wodka #IIII).
O cenário de pobreza e falta de
energia só se explica com a ausência de uma nova geração de autores que a bd
(no geral) nos últimos 3 anos não tem conseguido parir. Se olharmos para os
autores de zines que foram envolvidos em projectos profissionais só temos o
Haverá só uma crise geracional?
Também, e uma económica que deve explicar a ausência de mais zines. Mesmo para
um tipo de produção barata
Ainda assim continuaram: Durty
Kat (da
Novos títulos: O/velha Negra (da
Madeira), Espiral (de Noé Touraldo), A
Feiras pelo país inteiro: Caldas
da Rainha, S.Romão, Cacilhas (devia ser o ano da Feira de Fanzines de Almada
mas tal não aconteceu infelizmente), Cascais, Lisboa (Salão Lisboa, Estufa
Fria, ZDB Tercenas), a maior parte delas organizadas pelo colectivo Crime Creme
ou pela Associação Chili Com
Foi também um ano parado em
edições independentes. Começou bem, logo em Janeiro com A última grande sala
de cinema de
Frente a esta miséria medieval, o que dá para concluir é que os projectos que mais se destacaram em 2003 foram os que resultaram de esforços conjuntos – de colectivos. Num ano em que no Salão Lisboa esteve presente o associação eslovena Stripcore – que levou a desconhecida bd eslovena à internacionalização, num país com menos condições do que o nosso! – não se pode dizer não há bons exemplos para conhecer e copiar. Não é à toa que destaco Puro Capricho, uma estranha brochura do colectivo In Útil que saiu durante uma exposição de artes plásticas na Galeria Parthenon. Trata-se de uma fotonovela realizada e produzida pelo colectivo e paginada por Miguel Rocha. A atmosfera da fotonovela lembra ingenuamente as bd’s de Miguel Angél. Martin pelo “gore” cirúrgico e é o caso mais feliz em volta da bd e edição independente para 2003. O irónico disto é que este trabalho cheio de frescura resulta de esforços conjuntos de pessoas à margem da bd e da edição - se excepturamos o Miguel Rocha que era um convidado do colectivo. A união faz a força? Sem dúvida...